
O Território brejeiro de Grinalda do Ouro, no Cerrado do Piauí, tem sido atacado por grileiros que querem destruir as árvores e as fontes de água, secando as nascentes dos rios.
Os povos do Cerrado protegem a biodiversidade e as águas em seus territórios e demandam ações urgentes do Estado para garantir seus direitos. As comunidades tradicionais garantem a sobrevivência do Cerrado e resistem diante da destruição causada pelo agronegócio.
É preciso defender esses povos para proteger o futuro da vida no Cerrado.
Como fundos e corporações expulsam pessoas de casa no campo e na cidade
Reportagem de Bruna Bronoski, de O joio e o trigo explica como funciona a financeirização da terra no campo e na cidade no Brasil.
“Além dos bancos, as empresas seguradoras e os fundos de pensão passam a ser grandes operadores no mercado financeiro. São dois novos atores que, a partir dos anos 1990 passam a ter o papel de especular”, explica Maria Luisa Mendonça, pesquisadora de políticas econômicas e agrícolas e co-diretora da organização Rede Social de Justiça e Direitos Humanos, que atua na defesa do direito à terra, alimentação, agroecologia, biodiversidade, justiça social e ambiental.
“A característica que têm os imóveis, o território e a terra, mas também aquilo que está construído sobre ela, é de ser a melhor garantia que existe para um empréstimo”, afirma Raquel Rolnik, professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP). “Por quê? Porque o imóvel não desaparece, ele fica lá e dura muitos anos, décadas. Ele pode ganhar ou perder valor, mas ele não some, não vira pó”.
Leia a reportagem completa






