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Uma área equivalente a 11 mil campos de futebol antes ocupados pela savana mais biodiversa do mundo desapareceu ao longo das últimas safras de soja em três propriedades rurais brasileiras fornecedoras da Bunge localizadas na fronteira entre os estados de Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. A multinacional americana foi a primeira grande trading a anunciar a meta de se tornar “livre de desmatamento e de conversão de vegetação nativa” em suas operações, objetivo a ser alcançado até 2025. Faltando menos de dois anos para isso, a empresa segue adquirindo grãos dessas fazendas, como ocorreu em 2022 e 2023.

As propriedades estão localizadas no Cerrado, em uma região conhecida pela sigla Matopiba na qual o desmatamento no primeiro trimestre de 2023 foi mais alto do que o registrado ao longo dos quatro anos do governo de Jair Bolsonaro. O bioma não está incluído na  Moratória da Soja e nem é totalmente protegido pela recém-aprovada legislação europeia “anti-desmatamento” importado. Ainda assim, o Cerrado reúne 52% das lavouras de soja cultivadas no país.

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