Artigos
Expediente
Rede Social de Justiça e Direitos HumanosDireitos Humanos no Brasil 2025 Organização: Daniela Stefano e Maria Luisa MendonçaFotos: João Roberto RipperDiretora Executiva: Sandra Inês FaéAssessoria administrativa: Cláudia Felippe, Lucas Praxedes e Maria Cristina BergerAssessoria jurídica: Aton Fon Filho e Roberto…
Apresentação
A 26ª edição de Direitos Humanos no Brasil traz 30 artigos de 49 autoras e autores que fazem um balanço da situação dos direitos sociais, civis e políticos no Brasil. Questões agrárias, ambientais, trabalhistas e tributárias são algumas das temáticas…
Prefácio
A Declaração Universal dos Direitos Humanos, publicada em 10 de dezembro de 1948, foi uma resposta às atrocidades ocorridas durante a Segunda Guerra Mundial e no período que a antecedeu. Junto com ela, foi edificado um sistema internacional de proteção…
Emergência climática e direitos humanos: convite à reflexão sobre a potência dos defensores e defensoras de direitos humanos na produção de um futuro coletivo
Proteger os defensores de direitos humanos, especialmente quilombolas, indígenas e outros povos e comunidades tradicionais, que são a principal defesa de nossos biomas, é o primeiro e um dos mais importantes passos para assegurar um meio ambiente seguro e, por conseguinte, os direitos humanos de todos.
A resistência coletiva dos Povos e Comunidades Tradicionais do Cerrado do Piauí
O Coletivo é um espaço de resistência das comunidades em luta, com o objetivo de dar visibilidade, denunciar as violações de direitos e atuar na defesa dos territórios e dos modos de vida dos povos do Cerrado.
Grilagem de terra pública, suas formas e implicações agroambientais
O fenômeno da grilagem está intrinsecamente ligado a políticas de Estado – agrícola, fundiária e ambiental principalmente –, desviando-as e corrompendo-as de suas finalidades legítimas previstas na Constituição Federal, fatos que com maior ou menor intensidade ocorreram e ainda ocorrem em todos os governos deste século XXI.
Mecanismos e impactos da especulação com terras no Cerrado do Matopiba
O Cerrado guarda uma enorme biodiversidade de espécies de plantas e animais. O bioma é chamado de “berço das águas”, pois abriga nascentes dos principais rios do país. Sua vegetação possui raízes muito profundas que formam importantes reservatórios de água subterrânea. As comunidades rurais do Cerrado – indígenas, quilombolas, brejeiras, ribeirinhas e camponesas – guardam conhecimentos ancestrais sobre o cuidado com a terra, com a biodiversidade e com as fontes de água.
Direitos das populações atingidas pela crise climática: desastre, solidariedade, organização e luta
Ser reconhecido como atingido significa, em última análise, a própria luta por direitos e por reparação. Nesse sentido, o reconhecimento formal dessa condição é a primeira luta, ainda longe de ser vencida.
Luta e resistência: memórias e história de João Canuto de Oliveira
João Canuto de Oliveira nasceu em 3 de janeiro de 1936, no distrito de Santa Maria, município de Trindade (GO), filho de José Raimundo de Oliveira e de Jovelina Canuto de Oliveira. Trabalhador rural, morava desde criança como agregado nas…
Mártires da terra, das águas e das florestas: assassinatos de lideranças no campo no Pará (1980-2024)
Ao lutar por terra, água, florestas preservadas e direitos, essas lideranças, ao lado de suas comunidades, confrontaram-se com uma poderosa coalizão de interesses que abrange grupos econômicos, fazendeiros, madeireiros e o Estado.
A escravidão contemporânea e ilegal no Brasil, uma condenação exemplar e ameaças de retrocessos(1)
A complexidade e a atualidade do crime da escravidão e as relações sociais que existem, as múltiplas manifestações do crime e as áreas de conhecimento diversas exigem novas abordagens acadêmicas e de políticas públicas.
Vitórias da advocacia popular e solidária na defesa de direitos
Essas batalhas foram longas e intensas, mas seus desfechos reafirmam a nobreza da causa da reforma agrária, dos movimentos populares e do direito à manifestação e à organização coletiva, contrapondo-se ao uso indevido do direito penal como instrumento de repressão das lutas sociais.
50 anos de presença, resistência e profecia: romper cercas, tecer teias
O V Congresso Nacional da CPT nos fez enxergar que só se rompe cercas tecendo teias e só se tece teias se as cercas foram rompidas.
Conservação como estratégia de exploração madeireira e extração de ouro da Floresta Crepori dos Munduruku
Os povos Munduruku há muito tempo afirmam que a demarcação de seus territórios e a regulamentação efetiva dessas fronteiras previnem o desmatamento, sem a necessidade de soluções financeiras adicionais, complexas e pouco transparentes.
Povos indígenas em tempos de desconstrução de direitos
As organizações indígenas têm exercido um papel de protagonismo nas políticas públicas, apresentando propostas, críticas e atuando no controle social. É fundamental que sigam desempenhando esse papel com autonomia.
Migração e mudanças climáticas: desafios, direitos e esperanças
Será preciso garantir o direito de migrar, proteger os deslocados ambientais e transformar nossas cidades em espaços de acolhida, cuidado e reconstrução da dignidade.
Justiça climática: um desafio para os direitos humanos
O sistema que gera a emergência climática é o mesmo que têm mantido as desigualdades sociais, com grande parte da população vivendo em áreas de risco, sem moradia digna, saneamento básico, educação ou trabalho. É preciso avaliar as discrepâncias de responsabilidade que acentuam a carga desproporcional de riscos e danos impostos sobre os grupos mais vulneráveis. Nesse sentido, a crise climática gera violações aos direitos humanos.
Pecuária: a grande vilã da crise climática brasileira
Diante das motivações econômicas, pode parecer utópico imaginar uma desaceleração na pecuária. Entretanto, os dados escancaram justamente a necessidade de frear o avanço da fronteira da criação de gado no país para que seja possível cumprirmos nossas metas climáticas.
Mercado de trabalho em 2025: avanços e desafios
Os dados de 2025 confirmam que o mercado de trabalho brasileiro vive um ciclo de recuperação importante, com geração expressiva de empregos, aumento da formalização e elevação da massa salarial. No entanto, esse avanço ainda convive com desigualdades profundas e persistentes.
A escala 6×1 e a urgência de um novo pacto para o Brasil
O verdadeiro atraso é acreditar que um país pode se desenvolver esmagando sua população no relógio. O futuro do trabalho, no mundo inteiro, aponta para menos horas de exploração e mais tempo de vida.
Repartir a riqueza, reorganizar o trabalho e socializar os cuidados
Houve avanços em termos de redistribuição de renda, de tempo e dos direitos conquistados pelas lutas populares das mulheres. Mas precisamos aprofundar o debate sobre as dinâmicas em que os diversos tipos de trabalhos de cuidado acontecem.
Quem paga a conta? O sistema tributário que sustenta a desigualdade
A experiência histórica nos ensina que o caminho para a construção de um sistema tributário justo passa necessariamente pelo fortalecimento simultâneo das instituições estatais e dos mecanismos de participação democrática. O Brasil, com sua rica tradição de mobilização social e inovações institucionais, possui todos os elementos necessários para empreender essa transformação histórica.
Por sistemas tributários progressivos, justos e inclusivos para o financiamento dos direitos humanos
É fundamental financiar a realização dos direitos humanos que contribuem para o crescimento econômico. É urgente tributar radicalmente a renda e a riqueza. Os movimentos de capitais devem ser rigorosamente controlados para que as empresas e as altas rendas não possam fugir dos impostos. É importante acabar com os incentivos fiscais ineficazes que drenam enormes quantidades de recursos dos orçamentos públicos para o setor privado, sem qualquer evidência de impactos econômicos, sociais e ambientais positivos.
Reforma tributária: incluir os pobres no Orçamento e os ricos no Imposto de Renda
A proposta beneficiará diretamente 10 milhões de brasileiros e apenas 114 mil pessoas passarão a pagar mais.
Políticas públicas na Era Digital
As oportunidades trazidas pela Era Digital ampliam significativamente a capacidade da sociedade de realizar estudos com maior poder preditivo. A partir desses estudos e de modelos analíticos, torna-se possível potencializar a atuação estatal, tornando-a mais eficaz, oportuna e orientada por evidências ainda mais concretas.
A educação popular entre o passado e o presente
Antigos e novos movimentos e iniciativas sociais desenvolveram atuações de resistência e propostas alternativas para confrontar a ordem neoliberal e o autoritarismo. A realidade em que a Educação Popular se faz presente é marcada por grandes contrastes e cheia de desafios.
A população em situação de rua e o direito à cultura
O Festival Pop Rua contribuiu para visibilizar o contexto social e provocar uma discussão sobre o direito à cultura para pessoas que se encontram em situação de vulnerabilidade extrema. Isso implica reconhecer a Pop Rua como sujeito de direitos e defender políticas públicas para esse segmento, fazendo valer os marcos legais existentes na cidade e no país.
Hipertrofia das emendas parlamentares solapa democracia e políticas de efetivação de direitos
Essa dispersão de recursos sem critério técnico comprometeu especialmente ações de assistência social, saúde, saneamento, habitação popular e inclusão de populações vulneráveis, pilares fundamentais das políticas de direitos humanos.
Entre a representação e o silêncio: o parlamento como campo de disputa pelos direitos LGBTQIA+ e pela democracia
Os direitos humanos não podem ser concebidos de forma fragmentária, pois exigem articulações transversais que reconheçam a sobreposição entre desigualdades de classe, gênero, sexualidade e raça. A ofensiva legislativa contra os direitos LGBTQIA+ opera em sinergia com a agenda neoliberal de desmonte dos direitos sociais.
Plebiscito popular e a disputa de rumos do Brasil
A experiência demonstrou a importância de organizar coordenações estaduais, comitês populares, plenárias e cursos de formação para multiplicadores. A comunicação híbrida, combinando redes digitais e trabalho de base presencial, ampliou o alcance da iniciativa. O plebiscito obteve participação expressiva e consolidou um método de ação que permanece relevante.
Imperialismo, guerra e desenvolvimento
Sob a roupagem de apoio a projetos de desenvolvimento com suas vãs promessas de uma vida melhor, o Banco Mundial incentiva a apropriação privada de riquezas naturais de propriedade comunal ou pública (florestas, rios, terras, minerais), causando maior intensidade de fluxos migratórios.
Solidariedade como paradigma relacional: trauma e luta política pela libertação da Palestina
Favorecer as modalidades de narrativas da própria história também nos faz pensar na função da solidariedade e nas possibilidades de que essas narrativas possam ser escutadas, ecoadas e acompanhadas em múltiplos lugares. A solidariedade enquanto ação política promove modalidades distintas de estar com.
Pepe Mujica e Papa Francisco: duas vozes do Sul Global
Um dos pontos de maior intersecção das trajetórias de Mujica e Francisco era a defesa dos direitos humanos, compreendidos de forma mais ampla e abrangente, como a própria defesa da vida humana.
Organizações que participam da elaboração do livro Direitos Humanos no Brasil desde 2000
ActionAid Brasil Ação dos Cristãos para a Abolição da Tortura (Acat) Ação Educativa Aliança Estratégica Latino-Americana e Caribenha de Afrodescendentes Anistia Internacional Brasil Articulação Agro é Fogo Articulação Brasileira pela Economia de Francisco e Clara Articulação das Comunidades Negras Rurais…
Vídeos

Guilherme Amorim fala sobre a 26ª edição do livro “Direitos Humanos no Brasil” ao Brasil Confidencial

Programa de Lançamento do livro: “Direitos Humanos no Brasil 2025”

Sandra Faé apresenta Direitos Humanos no Brasil 2025 em entrevista ao TVT News

Eleilson Leite fala sobre o livro Direitos Humanos no Brasil 2025 ao Timbira News 2ª edição

Thomaz Ferreira Jensen comenta o livro Direitos Humanos no Brasil 2025 no Brasil de Fato 1ª edição
Boletins

Livro Direitos Humanos no Brasil 2025
Disponível no site da Rede Social de Justiça e Direitos Humanos

Lançamento do livro Direitos Humanos no Brasil 2025
Publicação reúne análises de especialistas de todo o país e será lançada em programa televisivo no dia 10 de dezembro







